RELATÓRIO SOBRE "SEMINAR FOR SENIOR POLICE LAW ENFORCEMENT" |
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| página 1 2 3 | "Não dispomos de leis adequadas para combater o crime organizado. Entretanto, o 2º Grande Milagre Japonês é dispor de uma boa segurança pública". Sr. Haruhiko Higuchi
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![]() * Academia Nacional de Polícia do Japão
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JAPÃO A cerimônia de inauguração do seminário foi realizada em uma das dependências da Academia Nacional de Polícia do Japão, estando presente o diretor dessa instituição. A idéia de se realizar esse seminário para América Latina originou-se de uma solicitação formulada pelo Presidente do Peru, Alberto Fujimori, ao Governo do Japão. O Governante Peruano, há 6 anos, já se preocupava com a globalização do crime e entendia que era necessária a cooperação dos países latino-americanos para o combate ao crime organizado. Após o evento a maioria das atividades foram realizadas nas dependências no "International Research & Training Institute For Criminal Investigation (IRTICI) da National Police Academy Japan", sob a coordenação do Sr. Haruhiko Higuchi. |
ESTRUTURA DA POLÍCIA |
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Primeiramente, houve uma explanação sobre a segurança pública do Japão, que possui um comando único de ação, através da Agência de Polícia Nacional, que depende institucionalmente do Primeiro Ministro. Por sua vez, a Agência de Polícia Nacional, assim como numa equipe de futebol, tem a função do treinador, encarregando-se de elaborar projetos de leis para as suas atividades fins, bem como apoia as Polícias Provinciais e unifica as atividades policiais em nível nacional. Por outro lado, as Polícias Provinciais têm a função dos jogadores e realizam os deveres policiais. Ainda, com o propósito de assegurar o controle democrático e neutralidade política da polícia, existe a figura do Comitê Nacional de Segurança Pública, vinculado ao Primeiro Ministro; cujo objetivo é supervisionar os assuntos da polícia relacionados com a segurança do Estado, educação e capacitação de pessoas da polícia etc... As 47 (quarenta e sete) Polícias Provinciais para desenvolverem os seus trabalhos possuem 1267 Comissarias e 14.853 "koban" (posto de polícia). Enfatize-se que a estrutura político-administrativa japonesa é muito diferente da nossa. No Japão, não existem como aqui Estados que compõem uma federação, pois o Japão é formado de 47 Províncias. |
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RECRUTAMENTO E CAPACITAÇÃO |
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Como já dissemos, no Japão, as Polícias Provinciais estão vinculadas a uma Agência de Polícia Nacional, mas ambas têm sistemas de recrutamentos diferentes. Na Agência de Polícia Nacional, aplicam-se dois sistemas para recrutar os policiais: o primeiro, consiste na seleção dos candidatos de nível superior e nível médio; o segundo, efetiva-se com a admissão das pessoas recomendadas pelas Polícias Provinciais por terem muita experiência, excelente capacidade para cumprir os deveres e boa qualificação de serviços. Por sua vez, nas Polícias Provinciais, as comissões encarregadas do concurso para escolher os candidatos realizam a seleção mediante exame escrito e oral. Os candidatos aprovados trabalham para as respectivas Províncias. . Curso de Capacitação Inicial O programa de capacitação inicial dos oficiais de polícia (o primeiro posto) é constituído dos seguintes cursos: capacitação pré-serviço; prática no trabalho e capacitação geral de pré-serviços. Os candidatos aprovados no exame de seleção estudam na Academia de Polícia durante 10 meses. Após, esse período, realizam serviços práticos nos "koban" durante o período de 8 meses. Depois, passam a cursar matérias legislativas e conhecimentos especiais, durante 3 meses, totalizando 21 meses o curso para capacitação inicial. . Vencimento O salário inicial de um oficial de polícia é 13% mais alto que os outros empregados públicos. |
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![]() No piso superior fica a residência do policial, e no inferior, o posto policial.
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SISTEMA DE POSTO DE POLÍCIA As Polícias Provinciais contam com um sistema de "koban" que são os postos de polícia, cujos servidores têm contato direto com os habitantes da comunidade para assegurar a ordem e tranqüilidade. Existem dois tipos de "koban": o primeiro, funciona com equipes de oficiais por turnos para vigiar constantemente a área respectiva, conhecido como "Koban" sem residência e o segundo, situa-se em uma área não-urbana e mantém no local um oficial permanente, residindo com sua família, cuja denominação é "Koban" com residência ou "Koban-chuzaisho". . "Koban" com residência Destacamos esse sistema porque alguns policiais trouxeram a experiência para o Brasil, e aplicaram-na erroneamente. No "Koban" com residência, ou "Koban-Chuzaisho", o policial vive no posto com sua família para proteger a sua circunscrição. O policial visita os moradores e as empresas da área de sua responsabilidade, escuta as opiniões e queixas de seus habitantes, bem como os orientam como se prevenir dos crimes e acidentes. Alguns "Koban-chuzaisho" publicam mini-folhetos de informação, feitos a mão pelos policiais, no horário de sua folga. Tais documentos têm por objetivo transmitir à população local os acidentes ocorridos na área e as medidas preventivas a serem adotadas, apresentação das crianças de boa conduta, ações dignas de nota protagonizadas pelos habitantes da região, etc. A população aceita com simpatia esses folhetos, os quais desempenham um papel importante para estreitar boas relações entre a polícia e os cidadãos. Se porventura a esposa do policial o auxiliar nas atividades do "Koban-chuzaisho", ela aufere uma compensação pecuniária por mês. Tal estrutura funciona eficientemente em virtude da confiança do povo nos policiais. É digno de nota, ainda, que na maioria dos países há uma polícia ostensiva, cuja função é a prevenção dos crimes, e uma polícia repressiva, que objetiva a investigação das infrações penais. Se, porém, a polícia ostensiva e o sistema "Koban" se parecem no sentido de que seus policiais usam uniformes, há uma grande diferença entre eles pois a polícia ostensiva somente efetiva uma vigilância com vistas a evitar a prática delituosa, ao passo que os policiais que trabalham no "Koban" concentram seus esforços em manter a paz e a segurança do povo, mediante contato pessoal com os habitantes de sua zona, perfazendo uma real integração polícia-povo.
Elaborado por: Elisabeth Massuno
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Última atualização em: Monday, 18 de September de 2000