Navegar é preciso ... comprar também é

Por Cristina Oka

Há algum tempo atrás, um banco interessado em alavancar seu cartão de comércio eletrônico, colocou nos principais jornais um anúncio buscando um e-moço e uma e-moça para cada um viver fechado em um apartamento apenas com a linha telefônica e o computador por uns tempos (a exemplo de um internauta americano). A decoração do apartamento, compras do mês, enfim, tudo o que precisarem, deverão comprar apenas pelo comércio eletrônico. Serão monitorados o tempo todo por câmeras de vídeo. Visitas serão permitidas, mas não poderão levar nenhum mimo para os e-pobrezinhos que, deverão ater-se ao consumo on-line. Uma experiência singular, a dessa jogada de marketing do banco, que terão dois cobaias humanos monitorados, sujeitos por livre e espontânea vontade a um ambiente virtual.

E assim, o consumo, meta prioritária do sistema capitalista, acaba de se curvar definitivamente ao hábito solitário do teclado nas e-lojas.

O consumidor teoricamente ganha com o e-comercio: pode escolher entre uma infinidade de artigos, em diferentes fornecedores, pesquisando o que mais se adeqüa a sua necessidade, fazendo orçamentos e comparando preços, sem depender da necessidade de deslocamento ou despender o precioso tempo, numa metrópole que cada vez mais convida ao aconchego do lar. Livrarias, lojas de roupas, brinquedos, móveis, farmácias, tudo, tudo (veja alguns endereços no fim desta matéria) pode ser comprado via Internet. A tendência é aumentar a oferta de e-lojas, pois hoje em dia para as empresas o sistema também é interessante: acesso de seus produtos a diferentes regiões, ampliando sua cartela de clientes potenciais, numa mídia interativa cuja relação custo-benefício é bastante proveitosa. O showroom virtual é barato, atraente, e otimiza os estoques.

Ainda existem algumas equações a serem solucionadas com mais agilidade para satisfazer os e-consumidores: baixar os preços de fretes, entregar no prazo as mercadorias certas, ambientes seguros para pagamentos em suas diferentes condições (sejam e-cards ou e-cashs). O mercado virtual ainda está engatinhando no Brasil, mas veio para ficar, e o mundo empresarial vai se amoldar a ele com certeza. É apenas uma questão de tempo. Ao largar o jornal, vá às compras. Navegue em:

www.livrariacultura.com.br (livros)

www.vivavida.com.br/www.yachtsman.com.br/ (roupas)

www.bananarecords.com.br (leilão)

www.starmedia.com.br/carrosonline (carros)

www.microsite.com.br (equipamentos de informática)

www.studiovero.com.br (mobiliário/ecodesign)

www.hobbies.com.br (hobbies e modelismo)

Volta para o Menu