Por um futuro Museu do Imigrante Japonês

O Colégio Kosmos, além de desenvolver sua linha pedagógica pautada em valores como simplicidade, humildade e respeito, quer contribuir também para a recuperação e preservação da memória da colônia japonesa, que tanto participou do desenvolvimento da região.

"Já recuperamos a Praça Japonesa", diz Kiyome Okamoto, diretora e fundadora do Colégio Kosmos. "A praça, aos domingos, tem se tornado um ponto de encontro dos moradores e visitantes, descendentes de japoneses ou não, que vêm saborear um yakissoba, comer um doce caseiro, comprar um presente de última hora, ou simplesmente passear na agradável praça. Mas, não pretendemos ficar só nessa iniciativa."

Com muitos planos e idéias, Kiyome pretende fazer um trabalho mais profundo de resgate da memória da colônia japonesa. Ela reuniu no domingo, 12 de dezembro, alguns ex-alunos da Escola Moinho Velho e ex-associados da Cooperativa Agrícola de Cotia, com o objetivo de tentar perpetuar a existência das duas entidades.

"O Colégio Kosmos está convidando todos os envolvidos tanto na Escola Moinho Velho, como na Cooperativa Agrícola e a comunidade em geral, para que juntos possamos desenvolver esse trabalho". Não só a escola como a cooperativa serão construídos nos moldes originais mas em uma escala de acordo com os interesses despertados. O objetivo é engrandecer a perseverança com que mantiveram o espírito de cidadania. "Recordando o passado", disse alguém um dia, "tem-se a impressão de ter vivido mais". Kiyome quer construir a Escola e a Cooperativa em miniaturas, para serem expostos à visitação pública em um futuro Museu do Imigrante Japonês.

"Neste futuro museu poderemos colocar utensílios dos primeiros imigrantes, usados tanto na agricultura, como nas residências". O grupo que planeja a construção do Museu está aguardando adesões. O ponto de encontro é aos domingos na Praça Japonesa.

Um espaço dentro do futuro museu será reservado para a construção de um Oratório ao Monge Kobodaishi. "Meu avô falava muito desse Monge que fazia peregrinações. Ele percorreu uma das ilhas localizadas ao sul do Japão, na época do Xintoismo, e construiu 88 templos, traçando um caminho que costuma ser repetido por japoneses em busca de auto-conhecimento e meditação. O Monge pregava a perseverança, a humildade, a simplicidade, assim como São Francisco."

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