Água, bem precioso e raro

"O futuro depende da atitude desta população", diz o engenheiro Lineu Andrade de Almeida, Superintendente da Unidade de Negócios Oeste da Sabesp. Ele está se referindo às previsões nada otimistas quanto à oferta de água para o próximo milênio. O Superintendente da Sabesp lembra que a água doce disponível no Planeta para o abastecimento da população não está presente em uma quantidade tão grande quanto as pessoas possam imaginar. "Se a população não mudar sua atitude, se continuar a gastar água de forma descontrolada a escassez será certa."

A população reclama hoje quando a água falta nas torneiras, mas quando o precioso líquido retorna às residências, muitos esquecem que é preciso usar racionalmente. Para se ter uma idéia de quantidades, basta lembrar que para abastecer os 17 milhões de habitantes que vivem na Região Metropolitana de São Paulo são necessários 63.000 litros de água por segundo. Vamos falar da nossa região, a Represa Pedro Beicht, segundo informações da Sabesp, abastece hoje os municípios de Cotia (Granja Vianna e Caucaia do Alto), Vargem Grande Paulista e parte do Embu.

A população de Caucaia do Alto, apesar de estar ao lado da Reserva do Morro Grande, da Cachoeira da Graça e do reservatório Pedro Beicht, tem sofrido nos últimos anos e especialmente nos meses de dezembro (99), janeiro e fevereiro de 2000, com a falta de água. O engenheiro Olavo Prates, Gerente da Divisão de Operação de Água da Região Oeste da Sabesp, informa que algumas obras são necessárias para melhorar o abastecimento da região.

Segundo ele, está prevista a conclusão, ainda este ano, da ampliação da estação Elevatória de Água de Caucaia, que aumentará a vazão de 317 para 432 metros cúbicos por hora. Além da duplicação da rede de distribuição da estação Elevatória de Caucaia até o centro de reserva do Distrito, para cerca de 7.900 metros de rede.

No entanto, a empresa alerta que a represa Pedro Beicht está operando com 38% da sua capacidade. Apesar de ter chovido bastante neste verão, não foi suficiente para que a represa voltasse a seu nível normal. "Por isso, afirmo", diz o superintendente Lineu, "é preciso uma mudança de atitude, as pessoas precisam aprender a poupar água". Não vamos deixar que chegue o dia em que de nada adiantará construir novas obras, se o bem precioso, a água, não estiver mais presente.

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