Cigarreira

Nomes populares: Cigarreira, pau-cigarra, caquera, aleluia, canafístula
Família: Leguminosae-Caesalpinioideae
Espécie: Senna (Cassia) multijuga (devido às folhas com muitas jugas ou pares de folíolos)

Leguminosa muito comum em quase todo o país, notadamente na floresta pluvial atlântica, característica de matas secundárias (capoeiras e capoeirões) e rara nas florestas maduras. Floresce normalmente de janeiro a abril, frutificando em maio-junho. Pertence ao grupo das "cássias", muito difundidas em cultivo em todo o mundo.

A cigarreira é uma espécie muito rústica, que cresce bem à pleno sol, em solos degradados e beira de estradas, sendo especialmente adequada para plantios de recuperação do solo ou da paisagem. Cresce muito rápido e se reproduz com facilidade. Suas flores, amarelas e vistosas, são muito visitadas por abelhas e mamangavas em busca de pólen.

Dois de seus nomes populares, "pau-cigarra" e "cigarreira", fazem menção ao fato de, ao final do verão, seu tronco normalmente encher-se de "cascas" (exúvias) de cigarras. Alguns dizem que a cigarra explode de tanto cantar, deixando a casca. Na verdade a casca vista é o esqueleto externo da fase larval das cigarras. A fase cantora é efêmera, durando dias, enquanto as larvas duram entre 1 a 3 anos, dependendo da espécie! A larva é sugadora, parasita de raízes de várias plantas. Depois de muito sugar, passa por um processo de muda, subindo pelo tronco da árvore parasitada, deixando apenas seu exoesqueleto ou exúvia, "virando" uma cigarra voadora, cantora e reprodutora, que também suga seiva das árvores hospedeiras. Após a reprodução ela morre, seus ovos eclodem no solo ou no tronco, indo de novo sugar a seiva das raízes, durante um longo período.

A cigarreira bem como outras cássias, são muito apreciadas por cigarras, sendo muito comum a morte destas árvores sem sinal aparente, em virtude da sucção contínua da seiva das raízes por larvas em grande quantidade, e mesmo adultos, de cigarras.

Como se trata de espécie pioneira ou colonizadora de áreas abertas, é possível seu corte com autorização, pelo DEPRN da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, ou Prefeituras autorizadas, em troca da preservação de áreas naturais ou plantios compensatórios.

Sua madeira, leve e de baixa densidade, em virtude do seu crescimento rápido, não se presta a muitos usos. Ainda assim pode ser utilizada para caixotaria leve, confecção de brinquedos e peças de interior, além de lenha. Por outro lado, seu longo período de florescimento, seu porte relativamente pequeno, crescimento rápido e possibilidade de seleção genética em poucas gerações, a credenciam como excelente ornamental para paisagismo rural ou urbano, mesmo em ruas sob redes elétricas.

É natural da região, sendo muito comum desde as capoeirinhas até os capoeirões. Raras na floresta primária ou mais madura e exuberantes quando isoladas com forma específica, de copas baixas e arredondadas. Outras vezes chega a formar agrupamentos quase puros, na forma florestal, mais altas e com copas pequenas à mesma altura. Observe.

Dicas: É recomendada para recuperação ambiental, arborização urbana e paisagismo. Suas sementes devem ser coletadas quando as vagens começarem a abrir naturalmente. Colete as vagens e as deixe completar a secagem ao sol até abrirem-se. Coloque as sementes para germinar em canteiros à meia sombra, com solo mais arenoso e orgânico, cobrindo-as com pequena camada de solo peneirado. Em torno de 10 a 15 dias as sementes começam a germinar, devendo as mudas serem transplantadas para recipientes individuais quando tiverem em torno dos 5cm a 10cm. Em campo as mudas atingem rapidamente 3-4m de altura, normalmente em menos de 2 anos de idade.

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