Colégio Kosmos

Trabalhando o aluno em seu interior, para que no futuro ele construa um mundo melhor

Cosmos é o espaço imenso, grandioso, infinito que nos leva a querer aprender cada vez mais, procurando atingi-lo um dia para desvendar seus mistérios. Cosmos, como flor, é insignificante, inodora, campestre, que costuma nascer na beira das rodovias, embaixo dos viadutos, entre pedras e, quando pisoteada, renasce, floresce e consegue seu espaço.

Para Kiyome Okamoto Kato, diretora e fundadora do Colégio Kosmos, o aluno deve ser trabalhado em seu interior e valores como simplicidade e humildade, tão esquecidos no mundo da alta tecnologia de hoje, devem ser estimulados. "Isso não significa que nós não aprovamos a tecnologia, pelo contrário, reconhecemos sua importância. Na escola, no entanto, é preciso que o aluno aprenda a raciocinar. Até hoje a minha matemática não é feita com calculadora."

A filosofia da escola é trabalhar o aluno em seu interior, para que no futuro ele construa coisas usando a sua capacidade intelectual, assim como os homens que criaram a alta tecnologia que usufruímos hoje. "Se nós só educarmos os jovens com coisas já prontas, ninguém vai mais construir nada". Kiyome cita um exemplo, se o aluno só usar o computador ele não se dará ao trabalho nem de folhear um livro. "No Colégio Kosmos eu prefiro trabalhos manuscritos, para que o aluno aprenda a escrever, a pensar".

Em uma de suas visitas ao Japão, Kiyome conheceu um professor que encarava o aluno como uma pirâmide, cuja base é a saúde, o bem estar físico; e o meio da pirâmide, o coração, o sentimento. Com a base e o meio bem equilibrados, o ápice está pronto para receber o conteúdo. "A preocupação da escola não pode ser só despejar matéria, mas formar o educando em seu todo, dar responsabilidades e fazer com que a criança se sinta aceita. Assim, o aluno estará preparado para aprender a construir."

 

Reconhecimento nacional

Kiyome tem alguns exemplos de como o processo educacional do Colégio Kosmos dá resultados. A aluna Mariana Lessa Cândido, que se formou com a primeira turma do ensino médio, prestou 9 vestibulares, passou em 8 e hoje está cursando o 2º ano na USP. Outro aluno motivo de orgulho, é o Carlos Rafael Sunhog Pacheco, que no Exame Nacional do Ensino Médio deste ano, tirou nota 100 em redação, quando a média nacional é 50.

"Eu sempre digo que o aluno sabendo redigir, sabendo ler, automaticamente consegue interpretar tudo, uma matemática, uma física. Fico muito contente com o desempenho dos nossos estudantes. Conseguimos esses resultados em meio a nossa simplicidade, já que não temos nada de aparato."

 

Novidade

Como o Colégio atende alunos que têm recursos financeiros para pagar as mensalidades, para o ano 2.000 haverá uma opção que visa atender um maior número de estudantes. O Curso Técnico de Agricultura poderá ter parte de sua mensalidade paga com trabalhos práticos dos estudantes na produção de hortaliças.

Kiyome, que em 1978 era coordenadora da Escola Caetano de Campos em São Paulo, pesquisou durante 4 anos para montar um colégio que tivesse a língua e a cultura japonesa no currículo. Visitou a escola dos filhos de executivos japoneses no Brasil, foi conhecer as escolas do Japão e lá descobriu que os japoneses acreditam que o Brasil é o futuro do mundo. "Apenas o brasileiro ainda não acordou, não se valoriza. Trabalhamos para isso."

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