O ano 2000, além da virada mítica do calendário do milênio, nos traz de volta a mesmice de sempre do bombardeio das campanhas políticas para prefeitos e vereadores. Out doors, muros pintados, box em jornais, filipetas, santinhos, camisetas, todos os recursos de propaganda são utilizados à exaustão, no intuito de atingir o maior número possível de pessoas com as imagens dos candidatos. Todos esses meios cumprem seu papel, mesmo que muitas vezes estejamos fartos de tanta papelada inútil, e a confusão visual das campanhas já não chamem tanto a atenção do eleitor.
Nesse sentido, mais uma vez a Internet pode fazer a diferença. Além de ser um meio interativo, onde os candidatos têm o cadastro e contato direto com vários eleitores simultaneamente, podem informá-los sobre suas propostas, atos de campanha, etc. É claro que grande parte da população ainda não tem acesso à rede, mas todos os meios de comunicação, multiplicadores de opinião, staff de campanha, todos esses têm, e a Internet pode significar um avanço fundamental na agilização da comunicação e mobilização dos citados. Gostaríamos de lembrar uma campanha que foi trabalhada dessa maneira nas eleições passadas: a de Marta Suplicy para o governo de São Paulo. Marta, através de sua assessoria de comunicação, mantinha informes quase diários com seus possíveis e prováveis eleitores via e-mail, comunicando seus passos, propostas, defendendo suas posições, discutindo fatos regionais, nacionais e internacionais. Pedia sugestões e apoios via correio eletrônico. Criou assim um elo interativo importantíssimo com a população, que quase a fizeram chegar lá. Uma campanha moderna, diferente, que ao mesmo tempo que informava os eleitores, ainda criava toda uma simpatia por parte daqueles que recebiam sua carta virtual assinada pela candidata.
As eleições do ano 2000 serão a prova dos 9 definitiva do que a Internet pode influir numa campanha política. Vamos observar os candidatos, procurar nos informar sobre eles em suas pages ou via e-mail, discutir suas propostas, exercer nossa cidadania aproveitando a facilidade que a tecnologia nos apresenta nesse final de século, de trocarmos informações e conhecermos um pouco melhor aqueles que irão legislar e governar nossa cidade nos próximos anos.