Histórico de Caucaia

No tempo do carro de boi

Os irmãos Gentil e Miguel, fazem questão do sobrenome apelido Carrero. Uma marca de seus ancestrais nascidos em uma Caucaia cheia de minas d`'agua, plantações e criações de porco e galinha. "A minha tataravó Gertrudes Maria de Camargo era dona de toda uma parte de Caucaia, a capela do jardim São Luís foi construída na época dos escravos, hoje poderia ser patrimônio histórico, mas não existe mais", conta Gentil Carrero.

Gentil lembra que toda a produção agrícola da região era transportada por carro de boi. "Demorava 3 dias para se chegar em Pinheiros, para Pirapora eram 7 dias. Até 1.960 quase não se via automóveis em Caucaia". Hoje ele é funcionário da Escola Dagoberto Salles Filho. Em 1997, Gentil tentou criar a Associação da Cultura do Carro de Boi de Caucaia do Alto, em uma reunião no Bar do Jurandir. "Mas, só houve uma reunião. Queríamos colocar um carro de boi na praça, mas não foi para a frente."

Ele que recentemente participou de um congresso do Sindicato de Funcionários de Escolas em Atibainha, lamenta: "No interior parece que se gera mais emprego do que aqui perto das Grande São Paulo. Ficamos em um hotel fazenda que gera vários empregos na cidade. Conheci também uma cidadezinha chamada Maracai, com apenas 12 mil habitantes na zona urbana e 4 mil na rural, 8 mil eleitores. A cidade tem 4 bancos, Banco do Brasil, Banespa, Caixa Econômica Estadual e Bradesco. Vive da agricultura."

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