Economia de Comunhão
Por uma humanidade solidária
Durante 2 dias, cerca de 600 pessoas estiveram reunidas no auditório do Mariápolis- Araceli, em Vargem Grande Paulista, discutindo um dos mais polêmicos temas deste final de milênio: encontrar novos caminhos para a humanidade frente à insustentabilidade social e ambiental do mundo de hoje.
O Congresso Anual do Bureau Internacional da Economia de Comunhão, realizado entre os dias 11 e 12 de junho, contou com representantes dos E.U.A., Holanda, Áustria, Itália, Argentina, Colombia, Escócia, França e Alemanha. O Brasil participou com pessoas vindas dos Estados do Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sul e Sudeste.
Dentre os palestrantes, estavam: Ginetta Calliari e Corrado Martino, Dirigentes Nacionais do Movimento dos Focolares; Alberto Ferrucci, empresário italiano, membro do Bureau Internacional de Economia e Trabalho; Leo Andringa, Diretor do Banco da Holanda; Luigino Bruni, economista italiano, Universidade de Pádua, Itália; Benedetto Gui, professor de economia do trabalho na Universidade de Veneza; Lorna Gold, mestra e doutoranda em Geografia Política, Universidade de Glasgow, escócia; Marcus Ressl, mestre e doutorando em Economia, faculdade de economia de Viena, Áustria; Heinz Willy Schorn, empresário da Solidar Kapital, Alemanha. Além dos empresários do Pólo Empresarial Spartaco: o francês François Neveux, da Rotogine; Ercília Teixeira, da Eco-Ar; Maria do Carmo Gaspar, da La Tunica; e Armando Tortelli, da Prodiet. E, ainda, Darlene Bonfim, da Policlínica Ágape de Vargem Grande Paulista; Luis Carlos dos Santos, da Granja Piú-Piú, de Salto; e, Rodolfo e Henrique Leibholz, da Femaq, de Piracicaba.
Durante o encontro, os participantes falaram sobre o problema do desemprego, a radicalização da riqueza em mãos de poucos e a busca de uma nova postura econômica capaz de mudar a mentalidade dos empresários. Benedetto Gui lembrou que a ciência econômica que diz que somos indivíduos isolados, formará pessoas cada vez mais individualistas. Todos foram unânimes em afirmar que esse quadro precisa mudar, que precisamos redescobrir a fraternidade universal.
O senador e ex-governador do Estado de São Paulo, Franco Montoro, presente aos debates, disse que a economia não pode ter por centro apenas o lucro, mas a dignidade da pessoa humana. "Nós precisaremos prestar contas não somente para os 6 bilhões de pessoas de hoje, mas, principalmente, para as futuras gerações sobre o mundo que fomos capazes de construir."